Em 1983, Lúdio Coelho foi nomeado prefeito de Campo Grande, cargo que voltou a ocupar de 1989 a 1992, quando foi eleito. Desde então, jamais esqueceu a cidade que ajudou a construir. Lúdio marcou sua administração, com obras e projetos importantes. Considerado pioneiro, se dedicou ao desenvolvimento da Capital. “Lúdio não está mais aqui, mas devemos manter vivos seus ideais e sua obras. Ele é um exemplo de vida e honestidade. Homem simples, mesmo com pouco estudo, tinha berço extraordinário. Mato Grosso do Sul perde um grande líder. Ele deixa uma história a ser seguida por todos nós”, diz o deputado Zé Teixeira (DEM). Para o deputado Marquinhos Trad (PMDB), Lúdio deixa um legado de que é possível se fazer política com decência, autenticidade, sem enganar, sobretudo, atender o menos favorecido. Em 1994 foi eleito senador da República com 29,44% dos votos válidos, tendo cumprido mandato de 1995 a 2003. O deputado Diogo Tita (PPS) lembrou de uma passagem que teve com Lúdio, quando foi candidato a deputado estadual. “Lúdio disputava como senador e era considerado um puxador de votos. Então, pedi ajuda na região do Bolsão e ele respondeu: Olha meu filho, a maneira que posso ajudar é deixando que você leve o meu nome, diz que você é meu amigo e tem meu apoio. Com ele, aprendi que viver de forma simples e honesta vale a pena”. O deputado Cabo Almi (PT) tentou explicar o motivo do reconhecimento: “Com seu trabalho, levou dignidade ao povo pobre. Lúdio era pessoa humana e meiga, vai deixar saudades”. Durante todo a noite de ontem e a madrugada de hoje, o corpo de Lúdio foi velado na Câmara Municipal de Campo Grande. Centenas de pessoas foram se despedir do ex-senador, que exibia um semblante sereno depois de travar uma luta contra o diabetes e problemas cardíacos. Por volta das 10 horas, aconteceu o sepultamento no cemitério Parque das Primaveras.