Junior Mochi cobra união entre os Poderes para enfrentar crise da Santa Casa
Durante a sessão solene que marcou a abertura do ano legislativo de 2026, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Júnior Mochi (MDB) defendeu a união dos Poderes para enfrentar o colapso financeiro e operacional da Santa Casa de Campo Grande. O parlamentar classificou a situação como crítica e alertou que o Estado não pode prescindir do funcionamento pleno da principal unidade de alta complexidade em saúde.
Segundo Mochi, a estabilidade do sistema de saúde pública em Mato Grosso do Sul depende diretamente da recuperação da Santa Casa, que atende pacientes de todos os municípios e concentra procedimentos de média e alta complexidade.
“Nós precisamos todos nos unirmos para encontrar uma saída para a questão da Santa Casa. O Estado de Mato Grosso do Sul não vive sem uma Santa Casa funcionando bem”, afirmou o deputado, ao defender a instalação de uma mesa de diálogo com a participação dos Poderes Executivo (estadual e municipal), Legislativo e Judiciário.
A Santa Casa de Campo Grande enfrenta um cenário de grave desequilíbrio financeiro, que já resultou na interrupção de serviços, atrasos em cirurgias e agravamento do quadro clínico de pacientes. Em 2025, a crise culminou em greve de servidores, evidenciando o impacto direto da falta de recursos sobre o atendimento à população.
Para Mochi, soluções pontuais não são suficientes. Ele defendeu uma resposta estrutural e definitiva, capaz de garantir previsibilidade financeira e continuidade dos serviços prestados pelo hospital.
Além da pauta da saúde, o deputado anunciou que pretende apresentar proposta para ampliar o escopo da comissão provisória da Assembleia que acompanha a concessão da BR-163. A iniciativa prevê incluir no acompanhamento a Rota da Celulose, que envolve trechos das rodovias BR-262, BR-267, MS-040 e BR-158.
O objetivo, segundo o parlamentar, é evitar a repetição de falhas observadas em contratos anteriores. Mochi destacou que o papel fiscalizador do Legislativo é essencial para garantir que as concessões cumpram os investimentos e obrigações assumidos com o Estado.
