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Ler é Viver de 2020 foi marcado por clássicos do terror e pérolas da ficção científica

Imagem: Jornalista João Humberto, apresentador do programa Ler é Viver, que traz retrospectiva nesta sexta-feira
Jornalista João Humberto, apresentador do programa Ler é Viver, que traz retrospectiva nesta sexta-feira
02/01/2021 - 11:00 Por: João Humberto   Foto: TV ALEMS

Na retrospectiva do Ler é Viver que entra no ar neste domingo (3), às 12h, na TV ALEMS, você vai conferir os destaques que marcaram as edições do programa no decorrer de 2020. De clássicos do terror a pérolas da ficção científica, passando por biografias como de Irmã Dulce e B. B. King, viajando pelo universo da literatura infanto-juvenil e evidenciando o protagonismo feminino literário, a atração está bem diversificada.


A produtora Larissa Anzoategui indicou livros de terror

A poesia é um texto poético, geralmente em verso, que faz parte do gênero literário denominado ‘lírico’, combinando palavras, significados e qualidades estéticas. Sobre ela o jornalista João Humberto, produtor e apresentador do Ler é Viver, conversou com os poetas Guimarães Rocha, Henrique de Medeiros e Rubenio Marcelo, membros da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), e ainda repercutiu o livro “Vertentes – nossos poemas”, escrito pelo trio, em parceria com as escritoras Elizabeth Fonseca e Ileides Muller, que também são acadêmicas da ASL.

Desde o surto do coronavírus em todo o mundo, as pessoas tiveram que mudar suas vidas, reorganizar o tempo, além de buscar alternativas terapêuticas para aliviar a tensão e o estresse, incluindo a literatura. Por esse motivo, no programa que foi ao ar em junho, a psicóloga Thaís Marcela falou sobre seu eBook “Ansiedade e controle nos tempos de quarentena” e indicou cinco obras essenciais para as pessoas se sentirem mais leves e não surtarem nesse período: “Quem Mexeu no Meu Queijo?”, do escritor Spencer Johnson, “A Coragem de ser Imperfeito”, de Brené Brown, “SOS Ajuda para Pais”, de Lynn Clark, “As 5 Linguagens do Amor”, de autoria de Gary Chapman, e “O Poder do Subconsciente”, escrito por Joseph Murphy. 


P.J. Maia, autor de "Espírito Perdido", livro com prêmios internacionais

Se você é fã de filmes de terror e também curte o blues de B. B. King, com certeza vai gostar das indicações literárias da produtora cinematográfica Larissa Anzoategui, diretora de filmes de  terror, e do músico campo-grandense, Luis Henrique Ávila, que mora em Londres, na Inglaterra. No programa gravado em julho, ela falou sobre as obras “O Horror Sobrenatural em Literatura”, escrita por Howard Phillips Lovecraft, e “Dança Macabra”, de Stephen King, enquanto ele destacou a autobiografia “B. B. King – Uma Vida de Blues”, escrita pelo próprio artista, já falecido, em parceria com David Ritz, autor americano de romances, biografias, artigos de revistas e mais de cem anotações para artistas como Aretha Franklin, Ray Charles e Nat King Cole.

Ficção e biografias

A literatura de ficção científica é um gênero que normalmente lida com conceitos ficcionais e imaginativos relacionados ao futuro, ciência e tecnologia, e seus impactos ou consequências para determinada sociedade e seus indivíduos. Por sua importância, ela foi debatida no Ler é Viver que foi ao ar em agosto do ano passado.


Danilo falou de seu livro, baseado em canções de Milton Nascimento

O jornalista Daniel Rockenbach, coordenador do grupo de leitura ‘Vórtice Literário’, que debate livros de diversos gêneros, entre eles os de ficção científica, indicou duas obras super importantes que são clássicos desse gênero, enquanto o escritor campo-grandense P. J. Maia, autor do livro de fantasia ‘Espírito Perdido’, falou sobre sua primeira publicação, que conquistou dois prêmios internacionais: o de melhor livro de fantasia no Independent Press Award, em Nova York, e o de escolha dos leitores no Wishing Shelf Awards, realizado em Londres.

Detalhes curiosos do livro ‘Irmã Dulce, a santa dos pobres’, lançado em 2019, pelo jornalista Graciliano Rocha, poderão ser conferidos na retrospectiva, que também mostra um pouco da autobiografia “Nada Consta”, escrita pelo também jornalista Danilo Japa Nuha, que narra sua vida desde quando foi abandonado, ainda bebê, num boteco de Campo Grande aos cuidados de um casal de japoneses. Ele é assessor de imprensa do cantor Milton Nascimento e fala ainda a respeito de sua obra baseada nas histórias das letras e canções do artista mineiro.


Jane Duboc e Osvaldo Júnior falaram de seus livros infanto-juvenis

Já a literatura ifanto-juvenil foi pauta do Ler é Viver gravado com a cantora e escritora Jane Duboc, que falou sobre suas publicações infantis e como a arte de ler pode ajudar as crianças. Nessa perspectiva, o jornalista Osvaldo Júnior, autor de “Gigantes de Khor e a missão terra”, destacou detalhes do livro, que faz homenagem à Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa, por meio do bairro campo-grandense Costa Verde. 


Jornalista Evelise Couto, criadora do grupo "Leia Mulheres CG MS" 

No último programa exibido em 2020, o jornalista João Humberto debateu o protagonismo feminino na literatura com a jornalista Evelise Couto, que explicou como criou o grupo de leitura “Leia Mulheres CG MS”, cujo objetivo é debater livros de autoras femininas, e com a psicóloga Gabriela Molento, que falou sobre o grupo de estudos “Mulheres que correm com os lobos”, criado após ter lido “Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem”, escrito por Clarissa Pinkola Estés.

Ler é Viver

A literatura é uma arte que enriquece a cultura e transforma vidas, além de levar o leitor a viajar por diversos universos. Valorizar a leitura e divulgar ações que dignificam a arte literária são os principais objetivos do programa Ler é Viver.

Após a exibição da retrospectiva, o programa pode ser conferido na grade de programação da TV ALEMS às segundas, às 8h, domingos, às 12h, e sextas, às 18h. A TV Assembleia de Mato Grosso do Sul pode ser assistida no YouTube ou no site www.al.ms.gov.br/tvassembleia.

Permitida a reprodução do texto, desde que contenha a assinatura Agência ALEMS.
Crédito obrigatório para as fotografias, no formato Nome do fotógrafo/ALEMS.