Semy pretende debater, na AL, abuso do poder econômico nas eleições

20/10/2004 - 18:41 Por: Assessoria de Imprensa/ALMS   

<P>"O abuso do poder econômico pôde ser constatado nas eleições municipais deste ano tanto em Mato Grosso do Sul como nos demais Estados brasileiros. Portanto, a reforma política precisa entrar urgentemente na pauta do Congresso Nacional”, afirmou o deputado estadual Semy Ferraz (PT). Ele disse que pretende batalhar pela união da classe política e da sociedade em um movimento para pressionar o Congresso a reformar o sistema político e impedir o abuso do poder econômico nas eleições. “Para abrir o debate contra essa situação insustentável e apresentar sugestões à reforma política, vou propor uma audiência pública na Assembléia Legislativa, em data a ser definida para breve”, afirmou.<BR><BR>Para o deputado, mais uma vez, ficou evidente nas eleições deste ano a influência do poderio financeiro de determinadas candidaturas no resultado das urnas. "Diversas formas de compra de voto foram constatadas, como pagamento de contas de luz e água de eleitores, doação de alimentos e até contratações de donos de bares e de cabeleireiros, formadores de opinião entre o eleitorado", exemplificou. Candidato à prefeitura de Paranaíba nas últimas eleições, ele disse ter sofrido diretamente o problema, sendo que chegou a denunciar à Justiça Eleitoral o abuso de poder econômico por parte do candidato eleito Manoel Ovídio (PL). Entretanto, o juiz da 13ª Zona Eleitoral entendeu que, apesar das provas, houve apenas "uso" e não "abuso" econômico.<BR><BR>O recurso contra a decisão, preparado pela assessoria jurídica de Semy ainda quando candidato, está tramitando no Tribunal Regional Eleitoral do Estado e, conforme o resultado, pode resultar na cassação de Ovídio. Para o deputado, é urgente a necessidade da Reforma Política, já que nem mesmo a Justiça Eleitoral dispõe de mecanismos para coibir a compra indiscriminada de votos, que acontece através de inúmeras formas de "driblar" a legislação. Exemplo claro disso, conforme ele, é a contratação de dezenas ou centenas de cabos eleitorais em véspera de eleição, fato que dificilmente pode ser impedido pela Justiça, pois ser entendido como contratação temporária de funcionários e não como compra de votos.</P>
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