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A convite de Siufi, procurador lamenta decisão do STF sobre voto impresso

Imagem: Para o procurador, todo cidadão tem o direito de fiscalizar o escrutínio eleitoral.
Para o procurador, todo cidadão tem o direito de fiscalizar o escrutínio eleitoral.
07/06/2018 - 19:12 Por: Beatriz de Almeida   Foto: Luciana Nassar

O procurador de Justiça de Mato Grosso do Sul Felipe Marcelo Ximenes, usou a tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (7/6), a pedido do Deputado Estadual Dr. Paulo Siufi, para lamentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou o voto impresso nas eleições de 2018.



“É preocupante o que vem acontecendo. Muitos absurdos técnicos que configuraram um verdadeiro teatro no STF”, falou.

Por oito votos a dois, os ministros do STF concordaram com ação da Procuradoria Geral da República (PGR), que apontou que a medida coloca em risco o sigilo do voto. Na prática, os ministros decidiram suspender o artigo da minirreforma eleitoral de 2015 (artigo 2ª da lei 13.165/2015), que estabeleceu: “No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado”.



Conforme o procurador, todo cidadão tem o direito de fiscalizar o escrutínio eleitoral, o que não ocorre durante as eleições brasileiras com a utilização das urnas eletrônicas. “Não podemos admitir que contem os votos de maneira escondida. Estamos caminhando para o poder ditatorial do Poder Judiciário”, reiterou.



Para o deputado Dr. Paulo Siufi (MDB) é necessária a contraprova no processo eleitoral. “É um absurdo e lamentável. Tivemos a última eleição norte-americana e foi necessária a recontagem dos votos. Quase que modificou o resultado da eleição”, afirmou Siufi. 

Com a conclusão do julgamento no STF, valerá a medida cautelar que derruba o voto impresso para a eleição de outubro. O Supremo, contudo, ainda terá de julgar a questão de maneira definitiva, em data ainda não prevista, para deliberar sobre o voto impresso nos próximos pleitos.

 

* Com Assecom/ ALMS

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