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Campanha Junho Prata ressalta importância do combate à violência contra idosos

Imagem: "A campanha será um ponto de partida para divulgarmos a necessidade de a sociedade combater esse tipo de crime”, reforçou Renato Câmara
"A campanha será um ponto de partida para divulgarmos a necessidade de a sociedade combater esse tipo de crime”, reforçou Renato Câmara
04/06/2019 - 17:29 Por: Maisse Cunha   Foto: Wagner Guimarães

Instituído pela Lei 5.215/2018, de autoria do deputado Renato Câmara (MDB), o Junho Prata, mês de combate à violência contra a pessoa idosa contará com uma série de ações com os objetivos de sensibilizar e envolver a população no combate à violência contra pessoas que estão na chamada “terceira idade”.

No decorrer do mês, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), por meio da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, e o Governo do Estado vão promover diversas atividades voltadas à conscientização da sociedade sobre a importância do respeito à integridade física e psíquica contra pessoas com 60 anos ou mais.

A campanha será aberta oficialmente durante solenidade na próxima terça-feira (11), na Governadoria, em Campo Grande. No entanto, as atividades serão desenvolvidas ao longo de todo mês de junho. 

Elas incluem palestras, oficinas envolvendo alunos da Rede Estadual de Educação, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Unigran, além de visitas a centros de referência no atendimento a idosos, ações de divulgação promovidas pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e a realização do 4° Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa. Para conhecer a programação completa e se inscrever, clique aqui

“Neste mês de junho, vamos unir esforços visando à conscientização sobre a importância do respeito à integridade física e psíquica dos idosos. Todo tipo de violência precisa ser denunciada e investigada, seja ela física, psicológica, sexual, abandono, negligência financeira e maus-tratos”, enfatizou o deputado Renato Câmara.

Violência em números

Dados divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos em 2017 revelam que das 142.665 denúncias de violações registradas naquele ano 33.133 foram praticadas contra idosos - 23,22% do total.

 “Na maioria das vezes, os idosos temem denunciar os seus agressores por medo de sofrer represálias e ainda em virtude de, muitas vezes, alimentarem sentimento de afeto em relação aos seus algozes. A campanha será um ponto de partida para divulgarmos a necessidade de a sociedade combater esse tipo de crime”, informou o deputado Renato.

Ainda assim, se comparados a anos anteriores, os números são ainda mais alarmantes. Enquanto 8.219 idosos foram violentados em 2011, em 2012 o número saltou para 23.524, 38.976 em 2013, 27.184 em 2014, 32.238 em 2016, tendência mantida em 2016, quando as denúncias protocoladas chegaram em 32.632.

O levantamento do, hoje, denominado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos também lembra que a violência não é somente física, mas negligencial, psicológica, econômico-financeira e patrimonial e, geralmente, praticada por pessoas próximas às vítimas.

Do total, 64% das pessoas agredidas são mulheres e 32% têm entre 71 e 80 anos. Em 41,10% dos registros, as vítimas eram brancas, 28,06% pardas e 10,48% pretas. Ainda conforme a sondagem, em 52% dos casos o suspeito era filho, 8% neto, 6% familiares de 2° grau, 5% genro ou nora, 4% vizinho e 3% irmão da vítima.

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