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Criação de comissão permanente voltada à cultura é resultado da audiência

Imagem: O debate foi realizado no Plenário Deputado Júlio Maia, nesta quinta-feira
O debate foi realizado no Plenário Deputado Júlio Maia, nesta quinta-feira
18/05/2017 - 18:45 Por: Juliana Turatti    Foto: Wagner Guimarães

Nesta quinta-feira (18/5), um dos encaminhamentos da audiência pública 'Política Estadual da Cultura e Aplicação dos Recursos Públicos - Nossa cultura mais transparente e com um Estado atuante' foi a sugestão da criação de uma comissão permanente na Casa de Leis voltada somente para a área da cultura. Atualmente, há a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia, a qual tem como presidente o proponente do debate, deputado Pedro Kemp (PT).

“Hoje 80% das atividades da comissão são voltadas para a educação e de fato pouco discutimos a cultura do nosso Estado aqui na Assembleia”, avaliou Kemp. O parlamentar ainda complementou e destacou a importância da cultura para a população sul-mato-grossense. “A cultura não é só voltada para o entretenimento, ela tem o papel de contribuir para a formação crítica da sociedade e ajuda na construção da identidade. Temos que fomentar atividades aqui no Estado, e  reconhecer nossas riquezas e diversidades".

Já o deputado Amarildo Cruz (PT) reforçou a necessidade de valorização. “A cultura tem sua necessidade como política pública e deve ser levada a sério. Nossa cultura tem muita importância e temos que aprender a valorizar isso. Temos a obrigação de cobrar investimentos nessa área. Temos que ter uma política de Estado que tenha começo, meio e fim”, argumentou o deputado.

“Eu verifiquei junto ao sistema de transparência do Governo do Estado e de 2012 a 2014 entrou por meio do Fundo de Investimentos Culturais (FIC), oriundos de empresas privadas o valor de R$ 450 milhões. Onde foi parar esse dinheiro que estava destinado para a cultura e não nós foi entregue”, questionou o representante do colegiado setorial do audiovisual de Mato Grosso do Sul, Airton Raes.

De acordo com a denúncia apresentada por Airton Raes, o deputado Pedro Kemp falou que será realizado um levantamento dos dados apresentados. “Se as informações forem confirmadas iremos dar encaminhamento para a instalação de uma CPI aqui na Assembleia Legislativa”, assegurou Kemp.

Também participou do debate o secretário de Estado de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, que destacou ter como objetivo ajudar na melhoria da pasta que assumiu. “A cultura precisa desse movimento, dessa cobrança e me coloco a disposição para dialogar e encaro tudo isso como um desafio”, declarou o secretário.

A presidente do Fórum Estadual da Cultura, Fernanda Teixeira, lembrou da necessidade do Estado cumprir com o seu papel. "Estamos aqui com a finalidade de lembrar que a lei deve cumprida. Nosso desejo é que o Executivo Estadual cumpra o seu papel que é o de garantir a cultura para a sociedade é isso que queremos. Pedimos por transparência nas ações em relação a cultura. Não queremos participar somente da abertura dos eventos, queremos estar presentes nas discussões também”, enfatizou a presidente.

“Somos uma fonte de recursos porque quando movimentamos um teatro, a gente utiliza outros profissionais, como figurinista, um iluminador, entre tantos outros. Nós geramos renda e movimento para a sociedade”, explicou a representante do colegiado setorial do teatro, Fernanda Kunzler.

Por fim, o representante do colegiado setorial da dança do Estado, Marcelo Victor da Rosa, falou da união do grupo e da falta de planejamento nas ações que envolvem a arte.  “A área da dança neste momento está bem unida. Temos um grupo que luta pelos seus direitos. Realizamos algumas ações na área da cultura, mas não há continuidade e isso que temos que priorizar”, apontou.

Além dos resultados do debate o deputado Pedro Kemp reforçou a necessidade de acompanhamento. “Iremos acompanhar e cobrar soluções para todos os problemas apresentados nesta audiência pública", afirmou o parlamentar.

Estiveram presentes ainda o representante do colegiado setorial da música, Jerry Espíndola, a representante da Associação Estadual de Artesãos, Bia Barros, a representante da Sociedade Civil no Conselho Estadual da Cultura, Romilda Neto Pizani e o representante do colegiado setorial indígena, Dionédison Terena.

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