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Audiência reafirma atuação de profissionais nas escolas e reforça mobilização

Imagem: Deputado Marçal solicitou a audiência pública e falou sobre a importância da temática
Deputado Marçal solicitou a audiência pública e falou sobre a importância da temática
07/05/2019 - 22:27 Por: Ana Maria Assis   Foto: Wagner Guimarães

Na noite desta  terça-feira (7) foi realizada audiência pública sobre a atuação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas em Mato Grosso do Sul. O evento foi realizado no Plenário Deputado Júlio Maia a requerimento do deputado Marçal Filho (PSDB). Profissionais das áreas da Educação, Assistência Social e Psicologia estiveram presentes.

Para Marçal Filho, a iniciativa é importante no momento atual. “Hoje em dia, com o acesso à internet, temos mais facilidade no contato com a informação, mas também sofremos de alguns malefícios. A internet aproximou quem está longe, mas afastou quem está perto”, pontuou o deputado, reafirmando ainda que a presença de equipes multidisciplinares nas escolas poderá contribuir para a prevenção ao suicídio de adolescentes.


Alexandra Ayache falou sobre a atuação de psicólogos

A professora doutora Alexandra Ayache, psicóloga e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), afirmou que deve também ser debatida a forma ideal para inserir a Psicologia nas instituições educacionais. “A grande questão é de que forma podemos estar inseridos nessas instituições. De que forma trabalharemos a não medicalização dos problemas escolares. Como contribuiremos com uma educação emancipadora”, afirmou.

Nesse sentido, Sônia Urt, professora pós-doutora da UFMS,  disse que é necessário afastar a visão reducionista, que impõe a culpabilização aos pais, ao aluno ou aos professores, e que termina em medicação. “A preocupação com o uso da Psicologia no ensinar e no aprender é antiga, mas hoje queremos outro viés. Não queremos a Psicologia sendo direcionada única e exclusivamente à doença e à patologia. Nós podemos ajudar no enfrentamento da violência, do bullying, do sofrimento e do adoecimento”, frisou Sônia.

Do projeto Avanço do Jovem na Aprendizagem (AJA), o professor Renisson Costa Araújo  afirmou que o argumento da falta de recursos não deve sempre ser empecilho às melhorias na educação. “Nas escolas públicas o debate pela necessidade de psicólogos pode ser novo, mas nas escolas particulares isso funciona há muito tempo”, criticou Renisson.


Assistente social destacou forma de atendimento

Assistente social, Maria Aparecida de Assunção Ribeiro, destacou as dimensões e abordagens do atendimento às famílias. “Enquanto sujeitos coletivos, temos que atuar frente aos processos de educação pública, contribuindo para a qualidade do serviço, a partir dos interesses da classe trabalhadora”, reforçou Maria Aparecida.

A vereadora Cida Amaral (Pros) também esteve presente e destacou a importância da equipe multidisciplinar. “Nós precisamos de assistentes sociais e psicólogos nas escolas. Trabalhei com equipes multidisciplinares no hospital, quando era enfermeira, e também que enquanto professora de curso técnico presenciei o índice mínimo de evasão escolar quando a equipe multidisciplinar foi contratada. Cada uma dessas profissões tem a sua função, e precisamos delas para oferecer um serviço de educação com qualidade”, afirmou Cida.

De acordo com o deputado Marçal Filho, será produzida uma carta como resultado da audiência pública, com as principais reivindicações dos profissionais. 

O documentos deverá ser redigido pelos profissionais que participaram do evento e encaminhado ao Governo do Estado, entre outros órgãos.

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